9.11.2014

Completa.

Foi terrível para mim guardar este segredo maravilhoso. Porém, ao mesmo tempo, não sentia aquela necessidade de falar sobre o assunto, de me expor. Nesta segunda gravidez sinto-me mais calma, menos ansiosa. Usufruo de tudo com muito carinho, muita paciência. Procuro não me stressar demais, procuro ter muita paciência pois tenho um ser cá fora, de quase 4 anos, exigente, tagarela, cheio de energia e amor para dar. Ao mesmo tempo que sinto toda essa calma, essa segurança, também sou assolada por maus pensamentos, de receios. Talvez porque sei o que pode correr mal, o que pode e o que vai acontecer. Já não é aquele adormecimento, não é uma experiência de sonho digamos assim porque já há uma primeira experiência por trás, há toda uma realidade, com alegrias, sofrimentos, canseiras, felicidades. Mas se continua maravilhoso como se da primeira se tratasse?! SEM DÚVIDA! É um sorriso permanente, é um admirar da barriga, é uma ternura sentir os movimentos do bebé. Neste caso, há outra experiência maravilhosa a acontecer em simultâneo: as perguntas do maninho mais velho, como ele se intitula. Foi muito giro, muito mesmo, contar-lhe. Como todas as crianças, surgiram as perguntas e as reclamações: Uma maninha? E um maninho tb?, Como é que o bebé foi parar à tua barriga? (Não estava à espera desta tão cedo, confesso.), Eu quero que a bebé nasça hoje!, Eu não quero nenhum bebé. Não quero nenhuma maninha., Oh, a maninha é tão fofa. Como podem ver, é uma dualidade de sentimentos. Não deve ser fácil para uma criança assimilar tanta informação, tanto sentimento. Sabemos bem que quando surgir alguma impertinência, algum mau humor, o bebé é que vai pagar. lol Mas é tudo natural, tudo normal. E fizemos como quisemos, só lhe contámos após sabermos o sexo do bebé. Até lá ele foi soltando exclamações em relação ao aumento da minha barriga: Mamã, a tua barriga está gorda. Gigante! Mas o mais engraçado, apesar de saber que as mulheres ficam com barrigas grandes porque têm bebés lá dentro, ele nunca associou isso à própria mãe porque para ele "Eu é que fui o bebé na tua barriga"
Enfim... Desculpem o testamento mas tem sido uma experiência maravilhosa e rica! 
Sinto-me... Completa!
img.: ilustradora Ana Oliveira

9.09.2014

A vida é boa!

A razão da minha felicidade.
Fomos novamente abençoados. E desta vez com uma menina!

img.: desconhecida


8.29.2014

Sou e estou feliz.

Ontem, ao assistir à entrevista da Judite ao CR, chorei. Imaginei, aliás, acho que conseguimos ver, o esforço daquela mulher, ao dizer aquelas palavras... A tremer imenso, com a voz insegura, ia fazendo as perguntas... Mas aquela não é a Judite de outrora, nunca será. Deve ser uma dor imensa pela qual espero nunca passar. Dói cá dentro, sentimo-nos pequeninas, sentimos náuseas só de pensar, só de assistir a estas histórias de vida...
Muita força à Judite, que consiga viver os dias da melhor forma possível. Porque acredito que seja difícil continuar a viver.
Temos de agradecer a sorte que temos na vida, agradecer a vida feliz que temos. Ver o bom, a preciosidade dos momentos simples da vida. Amar. Beijar. Abraçar. 
Sou e estou feliz. 
Bom fim-de-semana, minha gente.

8.27.2014

Voltei.


Foram boas. 
Souberam a pouco.
Continuo de coração aconchegado pois tenho a família por perto. 
Setembro vai custar muito, muito. Mas desconfio que será um bom mês. 
Já tinha saudades do meu espacinho e desta partilha. 
Mal possa, irei visitar-vos. 
Voltei!


7.31.2014

Pescar.

Quem trabalha na área social percebe bem esta frase: Não dês o peixe, ensina a pescar. 
Nem sempre isto é conseguido. Há dependências que passam de geração em geração. Apoiamos os pais, sabemos bem que futuramente serão os filhos a serem os ajudados. Os alimentos são distribuídos, as contas são - às vezes - pagas, porém há sempre o atendimento, o ouvir a história, o dar soluções para problemas. Mas cada pessoa é diferente, cada um gere a vida de forma distinta. O que para uns parece óbvio, para outros nem por isso. Muitas nem dando a cana, nem segurando a cana, nem dando o pescado... É mesmo postura de desânimo, de desleixo, de dependência. Por isso, isto da área social tem muito que se lhe diga. Isto de se "passar fome" tem muito que se lhe diga. Isto de se ser "coitadinho", tem muito que se lhe diga. 
É importante estarmos atentos e não nos deixarmos levar por palavras melosas, lágrimas nos olhos, mau cheiro e desleixo.

7.30.2014

Voilá.

Apesar da bipolaridade de S. Pedro, apesar da  inconformidade dos algarvios, para quem trabalha sabe muito bem o fresquinho matinal. Obviamente que não quero isto nas minhas férias, ok S. Pedro? Vamos lá assentar ideias e fazer um Verão como deve ser. 
Entretanto o trabalho tem decorrido bem, coisas feitas, outras alinhavadas. Depois é só passar serviço e voilá, descanso merecido!
Vão ter saudades minhas, vão? cutchi cutchi

img.: google