5.22.2014

Somos.

Somos seres de bondade e de maldade. Seres de paz e guerra. De risos e lágrimas. De harmonia e de vingança. Somos seres da verdade e da falsidade. Seres de beleza e de feiura.
Somos tão complexos. Tão diferentes e tão iguais. 
Somos apaixonantes.

5.20.2014

Privilégios.

Há pessoas que são privilegiadas. Outras há que por mais que tentem não conseguem mudar a realidade.
Ainda há pouco atendi o telefonema de uma senhora, nos seus 40 e poucos anos, desempregada, a perguntar se precisávamos de alguém pois estava desempregada. Bem falante, com anos e anos de experiência, dispensada porque a empresa necessitou reduzir pessoal. Fiquei com o coração nas mãos. Notava-se pelo discurso que é uma pessoa activa, triste por estar parada. 
Eu por um lado sinto-me uma privilegiada porque tenho um emprego. Sei que em determinado dia do mês cai certinho na conta e é um alívio. Há meses em que é espremido até ao tutano. Há meses em que quase passámos o vermelho. Já disse muitas vezes que adorava enveredar por outra área de trabalho, ligada à criação de eventos, onde pudesse lidar com o público directamente... O criar! A comunicação é a minha área. Mas pura e simplesmente não posso dizer, Desisto. Adeus! Vou tentar a minha sorte. Só se quiser que o banco me tire a casa, o carro. Só se quiser passar de trabalhadora a utente. 
Por isso, há privilégios que nem todos podemos ter. O truque está em fazer desta realidade o nosso milagre, o nosso privilégio. E sonhar. Também é bom! 

5.19.2014

Borboleta.

Tive um fim-de-semana leve, fofinho, cheio de convívio. Sabe bem começar a semana com esta leveza. O que não soube nada bem foi a noite mal dormida. Que raios! Acordei imensas vezes, voltas e mais voltas na cama... Acordei zombie. O espojinho teve de me chamar duas vezes. Mas estava tão bem na caminha, encostada ao meu pimpolho. Sim, acordou às 5 e foi para a nossa cama. 
Este fim-de-semana o nosso menino teve o seu primeiro pesadelo. Pelo menos foi o primeiro que ele exteriorizou. Quando acordou, a chorar, aflitinho, disse que eu tinha morrido. Eras uma borboleta, mamã... Estavas na minha mão, assim, e depois estavas morta. E depois voaste muito. Entretanto meteu a escola no meio, um dos amiguinhos, a minha mãe... Mas sempre a querer chorar. Lá voltou a adormecer. Acordou e voltou a falar no assunto. Incrível como um ser tão pequenino, vive tanto um sonho.
Meu amor, se eu pudesse seria eterna. 
Boa semana, gente linda.
img.: ana ventura

5.16.2014

Alheia.

Não gosto de pessoas que se acham bem mais do que são, que parecem entender de tudo e que só a opinião certa é a delas. Não gosto. Uma coisa é percebermos e opinarmos. Outra coisa é opinar por opinar, meter bedelho na vida alheia e ainda tirar conclusões que não são acertadas. Irrita-me e distancio-me dessas pessoas. Fico calada, distante. Oiço-as e nem me dou ao trabalho de contradizê-las. Quando são coisas que me "atingem" devia reagir, mas não vale a pena. Não vale a pena!
Bom fim-de-semana, boa gente.
Boas energias!

5.15.2014

Excesso de velocidade.

Cada vez há mais crianças apelidadas de hiperactivas. Não sou médica, não percebo, mas sou mãe e tenho o direito a opinar. Para mim existem sim crianças hiperactivas. Acredito que há diferentes hiperactividades e diferentes razões para esse diagnóstico. Há crianças apelidadas de hiperactivas porque simplesmente não têm atenção por parte dos pais, vivem largadas. Outras há em que não existe estabilidade familiar, que crescem com um historial de vida pesado, apesar da tenra idade. Outras serão por personalidade, crianças vivas, que nos dão cabo da paciência, que são difíceis de lidar, de "domar". Nem falo na medicação que lhes é imposta... Acho uma crueldade extrema. Mas repito, não sou médica, desconheço termos, pormenores, etc, etc. Tudo isto para vos contar o que hoje vi e me fez sorrir. Na rua, um casal rastafari, com um bebé, num ergobaby, às costas. Aquele casal passou-me uma paz que me fez sorrir. Fiquei com vontade de caminhar com eles. O bebé dormia pacificamente, enquanto os pais deambulavam pela cidade, de mapa na mão. Pensei: Alguma vez esta criança terá diagnóstico de  hiperactividade?! Duvido! Aquela paz também era dela e ela passava-a. 
Por isso penso, por nós, pelos nossos filhos, vamos desacelerar. Ok? A vida já é curta demais, quanto mais vivendo em excesso de velocidade. 
img.: Calvin & Hobbes

5.13.2014

Viva!

O que eu ri com isto! lol
Mas sabem uma coisa? Para mim é um acontecimento brutal. Chamam à Europa o "Velho Continente", mas cá as mentalidades são abertas e frescas. Ganhou um travesti! Um homem, com barba, vestido de mulher. Só vos digo: Viva a diferença!