Apeteceu-me escrever a propósito deste
post, que li num dos meus
blogues favoritos e de leitura diária obrigatória.
Quando escrevo sobre o meu filho, sobre o ser mãe, sobre o que é o meu dia-a-dia, a minha saudade do pimpolho-mais-novo, falo sobre o lado cor-de-rosa da coisa. Sim, tudo tem o seu lado mais escuro. Este não é bem escuro, é menos colorido, digamos assim. Eu também stresso com o pimpolho, também lhe berro, também o "ignoro", também peço a Deus que me dê forças e paciência e serenidade. Também lhe enxoto as moscas do rabo, para me arrepender logo em seguida, sentindo-me uma pessoa péssima, uma mãe falhada. Isto de educar uma criança é terrível! E, ao mesmo tempo, é muito bom e muito doce! E não trocava por nada deste mundo estes dois lados. Todos os dias penso se estarei a fazer a coisa certa, se a minha atitude é a mais assertiva, se não estou a ser má, se não estou a ser benevolente, se... se.... se.... se.... São tantos os "ses". Olho para aquele pequenino ser e penso: Meu filho, estou a procurar fazer o melhor de mim, ajuda-me também. Uma altura li, não sei se em livro, se em revista da especialidade, se em blogue, que uma mãe tem de estar preparada para o ser que vai chegar, é nosso/a filho/a mas não será um ser PERFEITO e nós temos de estar preparadas para essa "desilusão". E que é absolutamente normal não gostarmos de todas as atitudes, de todos os traços da sua personalidade. É a mais pura verdade, minhas amigas e meus amigos. Como qualquer pessoa, há coisas que gostamos, adoramos, e outras que não gostamos, nem "suportamos". Mas há uma diferença, esta pessoa é o nosso filho, a nossa filha. Saiu de dentro de nós, somos sangue do mesmo sangue, entranhas das mesmas entranhas. Nada na vida mudará isso. E, por mais anos que se viva, não há amor igual.
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