Está a ser complicado lidar com este aumento de impostos. Ontem o meu esposinho entrou em "colapso" ao ver o recibo de vencimento. Menos cento e poucos euros. Poucos como quem diz, que qualquer cêntimo custa muito a ganhar. Deitou-se agoniado e acordou agoniado. Foi trabalhar sem ânimo pois o "que ganha não corresponde ao que lhe é exigido, às responsabilidades que tem". Mas quantas pessoas não sentem o mesmo, meu amor? Neste momento o país está assim, agoniado. Eu não me manifesto, não sou de sair à rua. Mas se aparecesse uma manifestação, sem palavras, todos em silêncio e vestidos de negro, eu iria. Porque para além de me mexerem na carteira, mexem-me na alma. A minha alma entristece quando vejo o meu esposinho cabisbaixo, perdido em contas, em suspiros. Aliás, perdemo-nos. E pensamos no nosso pequenino, no futuro, no "Como será?". E eu começo a pensar em adiar o sonho de voltar a ser mãe e isso vai contra as minhas crenças, as minhas vontades, o amor que sinto pela vida e pela família. Mas não desanimo, sacudo as más energias e sigo em frente. Entre contas, suspiros, desânimos, tenho o meu esposinho e tenho o meu amor-pequenino. Sorriso que não paga imposto.
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